Pattinson Daily: One Shot - Inocente Pecadora
O "Pattinson Daily", é a sua maior fonte de notícias sobre o ator Robert Pattinson no Brasil.
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One Shot - Inocente Pecadora

17 de junho de 2013

Inocente Pecadora - One Shot

Isabella desceu correndo as escadas com a mochila sobre um ombro e foi até a cozinha, pegando uma torrada.

–Bom dia, mãe. Bom dia pai.

–Bom dia, querida. Por que não se senta e toma o café com calma?

–Estou atrasada, pai.

–Como sempre, não é? Não continua naqueles bate-papos até tarde novamente não é? Se estiver eu juro que...

Bella rolou os olhos. Certa vez Charlie a pegou num bate papo com um rapaz e ao ver a câmera ligada, cismou que a filha estava se mostrando pela web cam. E ela não estava... pelo menos não naquele momento.

Bella tem dezessete anos, no auge de seus hormônios. Além disso, era uma das garotas mais lindas da pequena e fofoqueira Forks, o que fazia com que os rapazes a cercassem de todas as formas. Bella adorava toda aquela atenção e abusava de roupas curtas, mas nunca vulgares. Gostava de provocar e perceber o desejo que provocava não só nos garotos como em homens adultos. Mas apesar de ser uma pequena provocadora, sua inocência era algo preocupante. Ela tinha noção dos seus atributos, mas não tinha ideia do que alguns homens podem fazer para ter a mulher que quer.


–Não estou, pai. Eu juro. Eu só fiquei estudando até um pouco além da hora.

–Está preparada para a prova?

–Sim.

–Rose ligou.

–Mesmo? E o que ela disse?

Disse, sem emoção. Rose era seis anos mais velha que Bella e um dia foi a pessoa mais importante de sua vida. Ate se casar e se esquecer de Bella.

–Ela quer conversar com você. Vai ligar hoje, então não se atrase na volta.

–Não irei. Agora eu vou. Benção mãe e pai.

–Deus te abençoe, minha filha.

Forks era uma cidade que mais parecia um ovo. Assim que saiu de casa Bella percebeu a senhora Newton olhando pela janela. Velha fofoqueira... logo cedo procurando algo para comentar mais tarde. Assim que viu Bella, ela tentou disfarçar e fechou a cortina. Bella mostrou o dedo do meio assim mesmo e continuou seu caminho. Quando já não podia ver sua casa, Jacob Black apareceu em sua moto, parando a sua frente.

–Demorou.

–Meu pai me pegou de conversa.

Bella subiu na moto e se agarrou a cintura do Jake. Se seu pai soubesse que andava em garupas de moto... ela estaria perdida. Jake acelerou e Bella colocou a cabeça em suas costas, fechando os olhos. Hoje não poderia dar uns amassos no Jake depois da aula, pois Rose iria ligar. Sentia tanta falta dela, apesar de toda mágoa. E odiava aquele homem que a levou de casa há cinco anos.

Flashback on

Bella ainda brincava de bonecas. Estava no balanço com sua Barbie dada por sua irmã Rose quando viu um belíssimo volvo parando em frente a sua casa. Dele desceu um homem lindo. Muito alto, olhos verdes e cabelos ruivos, talvez. Vestia um terno elegante e ficou ainda mais belo quando o vento bagunçou seus cabelos, já um pouco rebeldes. Deu a volta no carro e abriu a porta. Dali saiu ninguém menos que Rose, sua irmã.

Rose tinha dezoito anos e fazia faculdade pública em Port Angeles. A situação financeira da família não era o que se podia chamar boa. Era razoável, o que não dava para luxos, apenas o básico. O pai era policial aposentado e a mãe costurava para fora. Após ser baleado numa briga com um assaltante, Charlie perdeu parte do movimento da perna esquerda e andava mancando. Por isso Rose escolheu a faculdade mais próxima. La também trabalhava como secretaria numa das maiores empresas fabricantes de computadores do mundo. Nunca falou nada sobre namorados então foi uma surpresa quando apareceu acompanhada daquele homem.

–Rose!

Bella gritou feliz ao vê-la. Rose sorriu e fez menção de ir até ela, mas o homem a segurou pelo braço. Apenas deu um olhar rápido em Bella e falou com Rose. A voz era baixa, aveludada... e fria.

–Não tenho tempo para sentimentalismo agora, Rose. Vamos.

Bella não sabia o que significava isso que ele disse, mas seguiu os dois e ficou parada, escondida, ouvindo tudo. Seus pais fora chamados e o homem se apresentou como Edward Cullen, chefe de Rose. Ah... ele era o dono da empresa onde Rose trabalhava. Por isso Bella tinha aquele computador de última geração?

–Senhor e senhora Swan... vim comunicar-lhes que Rose e eu nos casaremos no próximo final de semana.

–O QUE?

Charlie berrou, levando a mão a cintura. Ele sempre se esquecia que não ficava mais com a arma na cintura. Mas o tal Edward nem se abalou. Apenas disse que ele e Rose namoravam e eles iriam se casar. Não falou em amor... nada. Apesar de Charlie ter ficado furioso, ele nada poderia fazer. Rose parecia feliz por se casar com um homem bonito e rico. Naquele mesmo dia Rose fez as malas e se foi com Edward. Mas antes que saíssem Bella interceptou o caminho deles e olhou pela primeira vez dentro daqueles frios olhos verdes.

–Eu te odeio.

Ele apenas deu um sorriso torto, que hoje Bella entendia como deboche.

–Eu nem irei dormir essa noite por isso.

Mas Rose se ajoelhou a frente dela e a abraçou, prometendo que sempre viria vê-la. No final de semana seguinte ela se casou. Bella não pode ir, pois adoeceu, problema emocional por causa da irmã. Mas sua mãe contou como seu genro era rico e como Rose estava feliz.

Ela só voltou a visitar os pais três anos depois. Nessa época... Bella já não sentia mais sua falta.

Flashback off

–O que foi, gata?

Só então Bella percebeu que Jake tinha parado a moto e que ela chorava.

–Nada. Só...estava me lembrando da Rose.

–Ainda magoada com ela, não é?

–Ela não poderia ter me abandonado assim, Jake. Não poderia.

Bella desceu da moto, amarrou a blusa acima da cintura, deixando sua barriga a mostra. A calça jeans era justa, deixando seu bumbum ainda mais empinado. Os longos cabelos castanhos estavam soltos e brilhantes. Ouviu assovios e gracinhas enquanto seguia para dentro da escola. Era assim todos os dias. Ela chamava a atenção, os garotos babavam... e ela amava.

Até mesmo o diretor da escola, Felix Volturi a olhava com desejo. E Bella se aproveitava disso quando era mandada para detenção. Jogava seu charme e logo era liberada.

O dia passou como todos os outros: aulas chatas, garotos tarados cantando Bella e meninas invejosas cochichando a respeito dela. Nada de novo. A única coisa boa é que no dia seguinte começariam suas férias escolares.

Voltou para casa a pé, pois Jacob teria que ajudar o pai na oficina. Estranhou ao ver um carro escuro parado em frente a sua casa. Era luxuoso e ela não fazia idéia de quem seria. Entrou em casa rapidamente e parou ao ver uma loira escultural conversando com seus pais. Teve vontade de voltar , mas antes que desse meia volta, a mulher se virou.

–Bella!

Rose abriu os braços, sorrindo... um sorriso que não chegou aos seus olhos. Mas Bella continuou parada. Há dois anos Rose voltou a visitar os pais, duas vezes no ano, mas Bella sempre evitava ficar por perto. Sua mágoa era grande demais.

Rose se aproximou e a abraçou.

–Que saudade. Está cada dia mais linda.

–Hum... você também.

Era verdade. Rose continuava linda, parecendo modelo fotográfico. Mas Bella a observou bem. Seus olhos eram tristes. Como alguém que tinha a vida como a dela poderia ser triste?

–Rose veio fazer um convite, Bella.

–Que convite?

–Venha passar suas férias em minha casa.

–O que?

–Isso mesmo. Vim te buscar. Eu cheguei a Port Angeles ontem quando liguei. Queria preparar você, mas achei melhor vir hoje cedo.

Edward e Rose foram para Manhattan, onde ficava a matriz de sua empresa, logo após o casamento. Bella só sabia que viviam numa luxuosa cobertura no Upper West Side. Bella não podia deixar de se sentir eufórica. Sair pela primeira vez dos arredores de Forks era realmente tentador.

–Eu... eu não sei.

–Ah Bella... vamos. Você vai gostar. Se o problema for Edward... ele está... hum viajando. E ele é uma pessoa legal, Bella. Sei que naquele dia ele foi um pouco rude, mas ele não é sempre assim.

Bella chegou a sentir pena da irmã. Ela parecia aflita em querer agradar. E saber que o chato do marido dela não estaria em casa tornava a proposta ainda mais tentadora.

–Vai, Bella. Você nunca saiu daqui, exceto para ir a Port Angeles.

Bella mordeu os lábios, pensando rapidamente.

–Tudo bem. Eu vou.

–Então corra. Arrume suas malas.

Bella subiu correndo as escadas, eufórica com a possibilidade de conhecer a tão falada Nova Iorque.

*******

Bella bocejou, ainda sonolenta. Já estavam em solo Nova Iorquino... e ela ali dormindo. Ajeito-se no banco e olhou pela janela. Dormiu durante todo o vôo e ainda cochilava dentro do carro, a caminho do apartamento de Rose. Estava boquiaberta. A cidade era mais linda do que imaginava. A cada rua que passavam, sua boca se abria ainda mais.

–O que está achando?

–É linda demais, Rose. Deve ser bom morar aqui, não é?

Ela deu de ombros.

–É bom.

Bella estranhou. Por que ela lhe parecia tão triste? Seria por causa de Bella? Se fosse ela tentaria mudar. Tentaria esquecer aquela mágoa.

–Ainda está trabalhando com seu marido?

–Não. Logo depois que nos casamos eu parei de trabalhar.

–Oh... por quê?

–Edward achava que não precisava. Ele é rico, você sabe.

–E daí? Só porque seu marido é rico você não pode ter uma profissão?

–Você ainda não entende essas coisas, Bella.

Dizendo isso Rose virou o rosto para o lado oposto. Rose não estava feliz. Agora era certeza.

Mas Bella se esqueceu disso quando entraram no edifício onde Rose mora. De olhos arregalados, Bella a acompanhou, olhando ao redor, até com medo de esbarrar em algo. Rose ia mostrando tudo. Desde a dependência da empregada Giana, até a piscina. Com toda certeza, aquela cobertura daria umas seis casas iguais a dos seus pais.

–Agora vamos ao quarto que separei para você.

Andaram pelo corredor e passaram pelo quarto que Rose disse ser o do casal. Uma porta à frente ficava o quarto reservado a Bella. Assim que Rose abriu a porta, Bella ofegou.

–Gostou?

–Nossa. É... incrível Rose.

–Imaginei que gostaria desse. Bom... Pode tomar um banho e relaxar. Eu peço a Giana para chamá-la para o jantar.

–Rose...

Bella chamou quando Rose se preparou para sair. Foi até a irmã e a abraçou.

–Desculpe por estar sendo... infantil. Obrigada mesmo pelo convite.

–Não se preocupe com isso. Eu sei que tenho minha parcela de culpa.

Rose beijou sua testa e saiu. Bella se jogou na cama, sorrindo. Nunca se deitou em algo tão macio quanto aquele colchão. Cheirou o travesseiro... até o cheiro da roupa de cama era bom. Abriu a mala e procurou uma roupa. O apartamento era aquecido o bastante para não precisar usar roupas quentes. Foi até o banheiro e sua boca se abriu novamente. Uma infinidade de cremes, xampus, perfumes. Os xampus eram todos de morango, como ela gostava, mas de marcas bem melhores que os que estava acostumada a usar.

Após passar longos minutos na banheira, Bella se vestiu e desceu. Não iria ficar trancada no quarto. Foi até a sala e encontrou a irmã, também de banho tomado, a julgar as roupas e o cheiro fresco. Estava sentada no sofá com expressão de tédio e um copo de uísque na mão.

–Oi.

–E ai? Descansou um pouco?

–Sim. O banho foi relaxante.

–Estou pensando em algo para fazermos amanhã. levá-la a alguns lugares. Tem algum que prefira?

–Você escolhe. Tenho certeza que irei amar tudo.

Rose riu brevemente.

–Com certeza irá. Há coisas interessantes, principalmente quando se tem a sua idade.

–Está tudo bem, Rose?

–Claro que sim. Por que não estaria?

–Não sei... você parece triste.

–Às vezes me sinto entediada, só isso.

Antes que Bella retrucasse, ouviram a porta sendo aberta. Rose franziu o cenho e as duas olharam em direção a entrada. Bella segurou um arquejo ao ver o homem que acabava de entrar. Edward segurava uma pasta de couro e afrouxava a gravata. Os cabelos estavam rebeldes da mesma forma que Bella se lembrava. Então naquele dia não foi o vento. Os cabelos dele eram assim.

–Edward?

Ele olhou primeiro para Rose, depois para Bella e ergueu a sobrancelha.

–Não ia viajar?

–Os gatos saem e os ratos fazem a festa?

Respondeu secamente, colocando a pasta sobre o sofá. Abriu os botões da camisa e Bella se forçou a desviar o olhar. Como não percebeu, na época, que ele era muito mais que lindo?

–Os japoneses adiaram a reunião.

Seu olhar recaiu sobre Bella. Ele disfarçou muito bem o impacto que sua presença teve sobre ele. Estava muito diferente daquela pirralha que o enfrentou há cinco anos. Mas ele reconheceu aqueles olhos, de uma cor chocolate que ele nunca viu em ninguém. A pirralha cresceu... e estava linda. O corpo era cheio de curvas, não tão voluptuosas quanto Rose, mas o bastante para deixar um homem louco. Cintura bem fina, quadris mais largos, seios médios e uma boca carnuda e vermelha que era pura tentação. Os cabelos eram longos e aparentavam ser macios. E as bochechas vermelhas... eram simplesmente adoráveis. Ela mordeu os lábios ao se sentir observada e o simples gesto teve impacto direto no membro de Edward que latejou.

–Isabella...

–Hum... Bella.

Ele se aproximou dela, e observando-o caminhar tão sexy, Bella sentiu um formigamento estranho no meio de suas pernas. Parou a frente dela, pegou sua mão e levou aos lábios. Bella estremeceu e ele deu um sorriso sedutor.

–Ainda me odeia?

–Eu...eu.. hã... desculpe por aquilo.

–Edward... está constrangendo minha irmã.

–Estou brincando. Seja bem vinda, embora eu nem soubesse que estaria aqui.

–Eu a convidei. Não queria ficar sozinha.

Só então Edward voltou a se virar para a esposa.

–Já bebendo Rose?

–So esperando o jantar, Edward.

Ele suspirou e passou a mão no cabelo.

–Vou tomar um banho. Fique a vontade, Bella.

–Obrigada.

Edward foi para o quarto e Bella finalmente soltou a respiração. O que foi aquilo? O que foi aquela vontade de se esfregar nele como já viu a vadia da Lauren fazendo com Mike? Bella estava horrorizada consigo mesma. Ele era marido da sua irmã e ela o odiava. Quer dizer... pensava que odiava, mas ele foi tão simpático.

–Será que ele vai ficar bravo?

–Não se preocupe. Ele não se importou. Edward só não gosta de ser o ultimo a saber das coisas.

–Por que não avisou pra ele?

–Porque decidi de ultima hora. E ele...ele não estava em casa, então...

Bella não disse mais nada. Não entendia nada sobre a vida a dois, ou até as complicações dos adultos, mas não era preciso nada disso para perceber que havia algo errado naquele casamento.

Rose voltou a encher o copo de uísque e bebeu tudo num gole. Pouco depois Edward desceu apenas com uma calça de moletom e camisa de malha. O jantar já iria ser servido e foram logo para a mesa.

Rose estava silenciosa, mas Edward parecia disposto a falar. Mas com Bella.

–O que achou da cidade?

–Me pareceu linda, pelo menos o pouco que vi.

–Não fique presa em casa. Qualquer coisa pode chamar um dos motoristas. Há coisas ótimas para se ver.

–Rose disse que irá me levar.

–Disse?

Por que parecia que ele não acreditava que Rose faria isso? Bella decidiu não ficar pensando na vida do casal. Isso não era problema dela.

–Como estão seus pais?

–Estão bem. Na mesma luta de sempre.

–Hum. E você? O que faz por la?

–So estudo. E já começo a pensar numa faculdade.

–Realmente já está na hora. E o que pensa em fazer?

–Ainda não sei. Port Angeles não tem la grandes coisas.

–Mas você pode tentar em outro lugar.

–Isso significaria gastar alem do que meus pais podem.

Edward ficou calado, parecendo pensativo. Rose remexia a comida no prato, sem comer. Bella baixou o olhar e tentou se concentrar na comida. Era impossível se desligar do clima estranho ali na mesa.

–Fazer uma faculdade é importante. É bom deixar o cérebro sempre ativo. Pense no que quer fazer e depois me diga.

–Como?

–Escolha o curso e me fale.

–Ok.

Rose suspirou e jogou o garfo sobre o prato, levantando-se.

–Eu vou subir. Não estou me sentindo muito bem.

–O que você tem, Rose?

–So indisposição, Bella. Deve ter sido a viagem. Boa noite.

Deu um beijo na cabeça de Bella e ao passar por Edward afagou seu cabelo. Bella ainda ficou observando-a ir em direção aos quartos.

–Não se preocupe. Rose tem dessas coisas.

Continuaram jantando mas dessa vez em silencio. Bella estava de cabeça baixa, mas sentiu o olhar de Edward sobre si. Ergueu a cabeça e seus olhares se encontraram. Bella estremeceu e mordeu os lábios. Não sabia o que estava acontecendo com ela. Geralmente era tão... provocadora. Mas uma coisa era chamar a atenção dos idiotas de Forks, outra era chamar a atenção de Edward Cullen, que alem de tudo era seu cunhado. Não havia dúvidas que ele a estava secando. Ela conhecia aquele olhar.

–Está namorando?

–Não. Não tenho pensado nisso por enquanto.

–Por que não?

–Ninguém me interessou.

–Mas aposto que muitos se interessam por você. Está lindíssima.

–O...obrigada.

–Bom.. eu vou para o quarto. Ainda tenho que revisar alguns documentos. Acho que Rose já disse... a casa é sua. Mostrou todos os cômodos?

–Sim.

–Ótimo. Boa noite, Isabella.

–Boa noite, Edward.

Somente quando ele saiu, ela voltou a relaxar. Saiu da mesa e também foi para o seu quarto. Escovou os dentes e pegou o notebook na mala. Lógico que ela não deixaria de levá-lo. Abriu as páginas e entrou no bate papo.

Estava entretida quando ouviu vozes.

–Poderia ao menos ter me avisado, não é Rose?

–E como eu iria avisar se você não dormiu e casa?

–E iria dormir pra que? Para aguentar seus porres? Estou farto disso, Rose.

–A culpa é sua. Você me deixa pra baixo.

–Eu te deixo pra baixo? Tem certeza? Olhe... vá dormir. Não quer que sua irmã ouça não é?

–Você... você não vai querer hoje?

–Não estou disposto a fazer muito esforço hoje. Boa noite.

Depois Bella ouviu a porta bater. Não entendeu nada da conversa. Mas ouviu o choro de Rose um bom tempo até que parou. Talvez tivesse dormido. Bella ficou pensando naquilo, olhando para a tela do PC. Desligou-o e tentou dormir, mas não conseguiu. Saiu do quarto e notando a casa silenciosa foi até a cozinha. Iria tomar um leite para ver se conseguia dormir.

Abriu a geladeira lentamente para não fazer barulho, embora os quartos ficassem bem longe dali. Mas então ela ouviu o que parecia ser um gemido. Alguém estaria passando mal? Seria Giana? Bella não sabia se ela passava as noites ali. Caminhou em direção ao som, mas agora não parecia gemido de mulher. Parou perto da porta que dava acesso às dependências da empregada e estacou, levando a mão aos lábios.

Edward estava de pé, as calças arriadas e a cabeça jogada para trás. Ajoelhada a sua frente, só de calcinha, estava Giana... com a boca envolvendo o membro dele. Edward segurava os cabelos dela e fazia movimentos de vai e vem, lento e depois rápido ,fazendo a mulher engasgar algumas vezes. Bella pensou em sair dali, mas duas coisas aconteceram ao mesmo tempo.

–Chupa, Isabella. Engole tudo.

Edward gemeu e voltou a cabeça, olhando diretamente para a porta. Seus olhos se arregalaram ao ver Bella, que estava tão assustada quanto ele. Quem era Isabella? Ela? Seu corpo respondeu imediatamente. Seus seios intumesceram e sentiu algo escorrer de dentro dela. Chegou a pensar que fosse sua menstruação...então correu.

Edward empurrou Giana e vestiu a calça.

–O que foi Edward? Não vai continuar?

–Não. Volte a dormir Giana.

Saiu apressado dali, mas parou na sala. Merda... não era para Bella ter visto isso. Mas ele não resistiu. Quando chegou em casa nem estava pensando em sexo, mas ao ver aquela ninfeta com cara de inocente, seu pau vibrou. Nunca sentiu um desejo tão abrasador, nem mesmo quando viu Rose pela primeira vez. Queria pegar Bella e jogá-la na cama, chupar aqueles seios jovens e firmes e se afundar nela até gozar feito um maldito adolescente. Ficou irritado consigo mesmo. Iria agir novamente como há cinco anos? Estava com vinte e cinco anos quando conheceu Rose. Sendo homem que adorava o sexo feminino, logo ficou ouriçado, querendo matar seu desejo. Mas Rose não cedia e ele fez o que achou certo na época. Seu pai o pressionava a se casar. Rose era linda e educada.... alem de gostosa. Combinação perfeita. Casou com ela pensando principalmente em fude-la de todas as formas. Mas na lua de mel Rose se mostrou um fracasso na cama. Edward era um exímio amante, capaz de levar qualquer mulher a loucura só de olhar para ela. Mas Rose era completamente fria. Nada do que Edward fazia conseguia estimulá-la. Sua primeira vez foi dolorosa, uma vez que não conseguia relaxar. Rose era frigida. Nem mesmo um tratamento deu jeito. Edward obviamente passou a se aliviar fora de casa quando seu tesão chegava a níveis insuportáveis. Ele transava com Rose quando queria simplesmente gozar. Para isso ela servia. Mas quando ele queria gritos, gemidos e uma mulher rebolando sobre ele feito uma vadia, recorria a prostitutas. Rose, claro, desconfiava disso, e assim passou a beber alem da conta. Edward as vezes se sentia culpado. Se não tivesse se casado simplesmente por causa de sexo, as coisas poderiam ser diferentes agora. Rose não estaria cada dia mais se afundando na bebida. E o pior era não assumir isso, dificultando o lado de Edward que queria um tratamento para ela.

Hoje foi um desastre. Discutiu com Rose não por ela ter trazido Bella. Mas ficou nervoso ao constatar o desejo que sentiu pela cunhada. Acabaram discutindo e ele foi para a sala, tentar relaxar ou esperar que Rose dormisse. Mas Edward não parava de pensar na morena e nos seus olhos de feiticeira. Hoje mais do que nunca ele precisava de sexo forte e duro.

Foi a cozinha com simples intenção de pegar um gelo...e viu Giana metida naquela camisola curta. Já tinha fodido com ela algumas vezes e essa noite seria mais uma. Mas tudo deu errado. Bella o viu e ainda ouviu-o gemendo seu nome.

–Merda.

Subiu as escadas e foi para o quarto. Vendo que Rosalie dormia...foi para o quarto de Bella. Precisava falar com ela e tentar se explicar. Deu uma batida rápida na porta e a abriu. Bella não teve tempo de se cobrir. Estava deitada apenas com a parte de cima do baby-doll. Tocava seus seios e a outra mão deslizava pelo sexo molhado. Ao entrar no quarto foi direto para o banheiro e constatou que não era menstruação. Era um liquido incolor que escorreu novamente quando ela se tocou. Estava excitada... era isso.

Voltou para o quarto e fez o que um cara pediu que fizesse um dia pela web cam. Enfiou um dedo dentro de si. Ela mordeu os lábios, segurando o gemido ao ser tomada por uma sensação incrível. E era assim que se encontrava quando Edward entrou.

Seu membro endureceu novamente e ficou visível através da calça de moletom. Bella puxou rapidamente o lençol, mas Edward trancou a porta e se aproximou rapidamente. Tirou o lençol dela e apreciou seu sexo pequeno e desnudo.

–Sa ... saia, por favor.

–Que bocetinha mais linda, Isabella.

Bella gemeu e sentiu novamente algo escorrer por suas pernas.

–Va embora... por favor.

Mas Edward subiu na cama e colocou a mão em sua boca.

–Fique quietinha. Eu preciso explicar o que você viu.

– Não precisa. Eu entendi muito bem.

–E entendeu também por que gemi seu nome?

–Não.

–Porque eu quero você Isabella. Quero foder você, comer você de todas as formas.

–Pare com isso. Você... você é meu cunhado.

Bella implorava, mas seu corpo pedia o contrário. Contorcia-se debaixo dele e sem perceber ela ergueu a perna, colocando na cintura de Edward. Queria sentir o membro dele perto de seu sexo. Os dois ofegaram quando se sentiram, mesmo sob a roupa. Extasiado com o prazer que estava sentindo só por estar perto, Edward subiu a mão e desceu o baby-doll. Gemeu ao ver os seios duros, os bicos salientes pedindo para serem beijados.

–Já fez isso com alguém?

– Nunca.

Edward baixou a cabeça e passou a língua pelo mamilo, fazendo Bella arquejar.

–Shi... quietinha.

Voltou a abaixar a cabeça e dessa vez engoliu seu seio. Eram deliciosos e senti-los em sua boca, fez Edward se excitar ainda mais. Seu membro escorria e molhava sua calça, ao passo que Bella apertava a cabeça dele em seu seio. Não pensava que estava na cama com o cunhado. As sensações que ele provocava nela nublava sua mente e ela queria mais.

Deslizando a mão pela lateral do seu corpo, Edward alcançou seus quadris e se afastou, deslizando o dedo em seu sexo. Bella apertou os olhos fortemente e travou os dentes. A sensação era boa demais, incrível demais e ela se viu implorando.

–Não pare.

–Nunca.

Lentamente Edward penetrou seu dedo na gruta apertada e grunhiu. Era pequena demais, apertada demais. Só de imaginar seu pau esmagado ali ele ficava a ponto de gozar.

–Eu quero te provar.

–O que?

Edward não respondeu. Afastou e colocou a cabeça entre as pernas de Bella. O cheiro da menina o enlouqueceu sua língua afundou-se em seu interior. Dessa vez Bella não segurou seu gemido. Remexeu os quadris e ergueu-os fazendo a língua de Edward ir mais fundo. Ele chupou e lambeu, ao mesmo tempo em que liberava seu membro e se masturbava freneticamente. Bella era quente... e o estava deixando maluco. Chupou-a ate senti-la se contraindo e seu mel escorrer entre seus lábios.

Quando Bella parou de se mover, Edward se levantou, ficando de joelhos sobre a cama. Bella arregalou os olhos ao ver o tamanho e grossura do seu membro. Sempre provocou os rapazes mas nunca se imaginou transando com nenhum deles. Mas se viu sentando-se sobre aquele membro e rebolando nele. E também quis fazer o mesmo que Giana.

–Eu quero... quero fazer igual Giana.

–Você sabe? Tem certeza que quer isso?

Se ela estava oferecendo, Edward não iria recusar. Sentou-se na cama e chamou Bella que se ajoelhou a sua frente.

–Sem passar os dentes, ok?

Bella assentiu e tentou fazer como viu em alguns filminhos que via na internet. Passou a língua pela cabeça e depois chupou o liquido que sai dali. Tinha um gosto estranho, mas ela queria mais. Edward arfou, surpreso com a habilidade da menina.

–Assim Bella.

Ela segurou em sua base e passou a língua por toda a extensão, de cima a baixo. Edward estremeceu e fechou os olhos. Bella abriu a boca e envolveu o membro duro e pulsante. Edward se mexeu e Bella relaxou a garganta, lembrando-se de Giana engasgar. Edward segurou sua cabeça e ditou os movimentos, fodendo a boca de Bella como bem quis. Só se afastou quando sentiu que iria gozar. Segurou na ponta com força, tentando se segurar.

–Você é virgem, claro. Não farei nada com você.

–Mas...mas eu quero.

Bella nem acreditou em sua palavras. Mas aquele membro a hipnotizava. Alem disso ela sentia fogo em seu interior.

–Isabella...

–Venha...

Ela se deitou na cama e abriu as pernas, dando a Edward uma visão difícil de resistir. Sem pensar, Edward se deitou sobre ela e colocou a ponta do seu membro em sua entrada.

–Merda... espere ai.

–O que...

Ele vestiu a calça e foi rapidamente ao seu quarto. Rose ainda dormia. Pegou preservativo e voltou ao quarto, tirando a roupa. Passou a mão no clitóris de Bella para estimulá-la novamente e percebeu que nem precisava. Ela estava úmida, morrendo de tesão. Ela observou enquanto Edward colocava o preservativo e voltava a se deitar sobe ela.

–Vai doer um pouco. Se agarre em mim, morda... qualquer coisa, mas tente não gritar.

–Ok.

Edward direcionou seu membro ate sua entrada e empurrou lentamente. Bella se contraiu e ele parou.

–Não pare... foi só o susto.

–Quer que eu vá devagar? Assim está bom?

–Eu prefiro... sentir tudo de uma vez.

Edward fez o que ela pediu e numa única estocada firme penetrou completamente seu corpo. A dor passou pelo corpo de Bella tão forte que ela fechou os olhos e cravou os dentes no peito de Edward. Lagrimas escorreram pelos seus olhos e ela quis afastá-lo.

–Não, Isabella... já vai passar.

E então Edward a beijou pela primeira vez. Tocou seus lábios suavemente, passando a língua neles. Depois a ponta de sua língua forçou a entrada e Bella cedeu. Timidamente ela deixou sua língua livre para ele, e quando elas se enroscaram Bella sentiu novamente o fogo se alastrar pelo seu corpo. Remexeu-se timidamente e Edward gemeu de encontro a sua boca. Afastou-se e olhando-a nos olhos começou a se mover. Entrando e saindo lentamente, só um pouco, para que ela se acostumasse. A sensação de sentir o membro dele roçando suas paredes sensíveis era maravilhosa, instigando Bella a se movimentar também. A principio com movimentos erráticos, mas logo pegando o ritmo de Edward que passou a investir com mais força.

Ele enlouqueceu. Bella era apertada e gostosa demais. Rebolava em seu membro igual as vadias que ele costumava pegar. Ele a queria... mais e mais. Seu fogo o queimava e ele sentiu seu gozo se aproximando.

–Caralho...eu vou gozar... que gostosa que você é.

–Mais forte... vai Edward... me fode.

Foi ai que ele se perdeu de vez. Meteu com força dentro dela, não só uma, mas duas vezes naquela noite. Ficou viciado em Bella, a ponto de não conseguir trabalhar. A ponto de não conseguir mais procurar as prostitutas na rua. Seu negocio passou a ser se masturbar quando Rose estava sóbria. E quando ela bebia alem da conta, Edward ia para o quarto de Bella se fartar em seu corpo jovem e quente.

Acabou contando a Bella o que era seu casamento. Só assim ela não iria achar que ele era um canalha. Mas ainda assim a jovem se sentia mal. Transou com o cunhado...e vinha desejando-o cada vez mais.

Assim foram os quinze dias em que ficou em Nova Iorque. Edward já não conseguia ficar longe daquela menina, mas não podia fazer nada.

Quando Rose foi levá-la de volta, Edward se ofereceu para ir com elas. Precisava ver sua garota uma ultima vez. Bella o provocava com aquele corpo estonteante, mas seus olhos ainda inocentes o faziam se sentir um canalha.

Charlie e Renne ficaram felizes ao ver que Edward voltou a casa deles depois de tantos anos. Só não entenderam o olhar de Rose. Ela parecia perturbada e quase não olhava para a irmã. Bella imaginou que ela estivesse envergonhada, por passar quase todos os dias trancada no quarto, sem sair com Bella para lugar algum. Ela saia sozinha com o motorista ou com Edward. E ai aproveitavam para irem a motéis.

–Vocês vão hoje mesmo? Por que não dormem aqui? Temos um quarto vago ainda.

Rose não aceitou, mas Edward alegou que estava cansado para dirigir. Ainda teriam que devolver o carro em Port Angeles e só então voltariam para Nova Iorque.

Na verdade ele buscava mais uma forma de ficar ao lado de sua menina. Nem se dava conta dos riscos que corriam. Ficaram horas conversando na sala até que Rose foi dormir. Edward também foi, mas apenas se deitou ao lado dela. Esperou pacientemente até que não houvesse mais nenhum barulho na casa. Verificou a cartela de remédios de Rose, constatando que ela o tinha tomado. Assim dormiria a noite inteira. Saiu do quarto e foi para o quarto que sabia ser o de Bella. Encontrou-a também acordada.

–O que faz aqui?

–Precisava te ver.

–É perigoso.

–Todos já estão dormindo. Vou sentir sua falta, pequena.

–Eu também, Edward.

Ele tocou seu rosto e seus olhares se conectaram. Ambos estavam brilhantes e tristes. E foi ai que ambos perceberam que estavam apaixonados, mas nada disseram. Bella apenas o puxou pelo pescoço, mas girou o corpo, colocando-se sobre ele. Logo os dois estavam nus e se beijando. Bella se posicionou e Edward penetrou seu corpo enquanto chupava seus seios. Ela o cavalgava loucamente, ambos segurando seus gemidos. Edward a olhava alucinado, sua mente buscando uma forma de te-la ao seu lado, mas o prazer que sentia ofuscava qualquer pensamento.

Bella só queria proporcionar o Máximo de prazer a ele. Mostrar que ele jamais se esqueceria dela.

–Ah... Bella...

Edward deixou escapar.

–Edward...

E então a porta foi aberta com um estrondo. Rose entrou e Bella saiu de cima de Edward, tentando esconder seu corpo. E atrás dela estavam seus pais, olhando para Bella com tristeza, raiva e decepção.

–Olhe só... a cobra que se diz minha irmã.

Edward se cobriu e se levantou.

–Ela não tem culpa, Rose. Eu posso explicar.

–NÂO VAI EXPLICAR NADA SEU CALHORDA. VOU DENUNCIAR VOCÊ, SEU PEDÓFILO. E VOCÊ, BELLA, NÃO È MAIS MINHA FILHA.

–Pai...deixe-me falar.

Renée se aproximou e estapeou o rosto de Bella com toda força. Edward correu para o lado de Bella, tentando ajudá-la e Rose berrou.

–VOCÊ NÃO VALE NADA, EDWARD. FEZ DA MINHA VIDA UMA MERDA E AGORA ESTA FODENDO A MINHA IRMA. ELA SIM É QUENTE COMO AS PUTAS QUE VOCÊ PEGAVA NÃO É?

Entre gritos e acusações, Charlie e Renée ficaram sabendo como era a vida de Rose e Edward. Mas nem por isso deixaram de culpar Edward e Bella.

Charlie praticamente colocou Edward para fora de casa, mas Rose foi com ele. Queria pegar suas coisas e voltar para a casa dos pais. Ele e Bella não trocaram mais nenhuma palavra. No dia seguinte Forks, que não se sabe como, já comentava a historia. Muitos diziam que Bella sempre foi uma vadia que dava bola para todos. Aquilo foi demais para os Swan que simplesmente a colocaram para fora de casa.

–Mas pai... eu não tenho para onde ir.

–Va para um prostíbulo que é seu lugar.

Renne não interferiu. A filha merecia. Mas naquele mesmo dia em Nova Iorque, uma tragédia acontecia na luxuosa cobertura. Humilhada e vendo seu marido triste por causa da fedelha da irmã, Rosalie pegou a arma que ele tinha no cofre. Não iria matá-lo. A vida dela já era uma merda, que nem mesmo todo o dinheiro que tinham seria capaz de consertar. Colocou o revolver em sua boca e atirou. Edward ouviu o tiro e ao chegar ao quarto já encontrou a esposa morta, sem qualquer chance de tentar salva-la.

Mais uma fofoca que caiu sobre Forks. Charlie estava acabado e Renne já não saia de casa. Bella estava abrigada nos fundos da igreja, pois mesmo tendo pecado, o padre Morrisey foi o único a acolhê-la. Foi um choque quando recebeu a notícia da morte da irmã e a culpa a dominou. Se tivesse continuado em Forks, se não tivesse ido passar as malditas férias em Nova Iorque nada disso teria acontecido.

Dois dias depois o corpo de Rosalie Swan Cullen chegava a Forks. Charlie tentou, mas não conseguiu impedir Edward de participar do funeral. O cemitério estava cheio, mas não de amigos e sim de pessoas que queriam fofocar. Usando um terno negro e óculos escuros, Edward Cullen disfarçadamente procurava por aqueles olhos. Procurava por ela. Não sabia onde ela estava. Sequer sabia se continuava em Forks. Foi um burro por ter partido, deixando- a para trás. Mas a descoberta da traição veio junto com a revelação que ele não esperava. Não estava simplesmente apaixonado. Ele amava Bella.

Sob os gritos de Renne e o choro de Charlie, Rosalie finalmente foi sepultada. Aos poucos todos se foram, restando apenas Edward, Charlie e Renne.

–Eu espero nunca mais vê-lo em minha frente, Cullen. E espero que o remorso o persiga cada dia de sua vida.

–eu sinto muito, Charlie. Eu juro que não queria que fosse assim.

–Mas foi, bastardo. E agora minha filha está morta.

–E Bella? Onde está?

–Quem é Bella? Eu só tinha uma filha e você a matou.

Charlie e Renne se foram, deixando Edward sozinho.

–Perdão, Rose.

Foi para o carro e encostou a testa no volante. Até seus pais estavam de cara virada para ele. Nunca foram íntimos de Rose, mas a achavam uma boa moça. Já odiavam Bella sem sequer conhecê-la. Tudo destruído e os dois nem poderiam ficar juntos.

Edward ergueu a cabeça e já ia ligar o carro quando a viu. Estava parada ao tumulo de Rose e colocava uma flor. Estava com um vestido velho, de chinelos e com uma mochila. Mais que depressa, Edward desceu do carro.

–Bella.

Ela deu um passo para trás.

–Eu... tenho que ir...

Edward foi mais rápido e a segurou pelo braço.

–Onde está morando?

–Nos fundos da igreja.

–Vem comigo. Não pode continuar assim.

–Não. Não posso viver onde ela viveu e morreu. A culpa me corrói, Edward.

–Nós erramos, mas nunca desejamos isso pra ela, Bella.

–Eu sei, mas os outros não sabem. Todo mundo virou a cara e imagino que seja assim pra você também.

Ouvindo-a tão infeliz, um pensamento veio a mente de Edward. E quem disse que precisavam de todo mundo? Ele precisava apenas de Bella.

–Venha comigo Bella. A gente vai para outro lugar... qualquer lugar nesse mundo. Ninguém saberá que estamos juntos ate você completar dezoito anos e eu não ser acusado de pedofilia.

–Mas... para onde?

–Com você irei para qualquer lugar.

Olhou para a mochila que ela carregava.

–Tem documentos ai?

–Tem. Nunca se sabe o que esse povo pode tentar fazer comigo.

–Ótimo. Vamos.

Bella seguiu Edward ate o carro e logo ele dava a partida. Edward colocou sua mão sobre a dela.

–Nós erramos. Agimos de forma incorreta com todos. Mas foi mais forte que eu. Eu sendo mais velho e experiente poderia ter evitado. Mas me apaixonei por você.

–Oh... apaixonou?

–Sim. E agora eu vejo que amo. E amor não pode ser crime, Bella.

–Eu... eu também acho que amo você.

–Então... nós tivemos culpa, mas Rose também teve. Foi fraca e acho que isso foi uma forma de nos punir. Mas eu não vou ficar me lamentando, Bella. Eu só preciso de você.

–Hum... mas... não vai fazer comigo o mesmo que fez com a Rose?

–Não. E por dois motivos. Primeiro porque te amo.

Edward deslizou a mão pela coxa dela ate chegar em seu sexo.

– E segundo porque você tem fogo aqui, Bella. E eu quero mais é morrer queimado.

Mordendo os lábios e sorrindo, Bella aquiesceu.

–Eu vou com você pra onde for, Edward. E que se dane o resto.

–É isso ai. Dê adeus a tristeza, a esse povo fofoqueiro, ao remorso. Dê adeus a tudo.

Bella riu alto e o puxou, beijando-o.

–ADEUS BANDO DE DESOCUPADOS.

Gritou colocando a cabeça para fora do carro. Passaram pela placa: Forks agradece pela visita. Volte sempre.

Bella fez uma careta e mostrou o dedo do meio.

–ADEUS CIDADE DE MERDA.

Edward riu alto e segurou sua mão, beijando-a. Ele e Bella se olharam. Incrível como aquela garota que cometeu tão vil pecado, ainda conservasse aquela aura de inocência. Erraram? Muito, da pior forma. Mas se amavam. Não poderia haver punição para o amor.