Pattinson Daily: Scan + Tradução: Claire Denis fala da "presença poderosa" de Robert em entrevista a Vogue Homme
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Scan + Tradução: Claire Denis fala da "presença poderosa" de Robert em entrevista a Vogue Homme

24 de março de 2016



Grande entrevista de Claire Denis na edição de abril da Vogue Homme. 
Claire Denis, a diretora melancólica de filmes de autor, junta-se com ídolo adolescente, Robert Pattinson, em uma das parcerias mais excitantes do momento. Aqui, ela fala sobre High Life, um meditativo filme de ficção científica, antes das filmagens começarem em maio.



O ídolo e o Olhar
Robert Pattinson foi escalado para estrelar o thriller de Olivier Assayas "Idol's Eye", mas os colaboradores abandonaram o filme e o projeto foi arquivado. A estrela jovem britânica, que apareceu pela primeira vez aos olhos do público como o vampiro Edward Cullen na série gótica, Crepúsculo, está sempre à espreita de projetos de aventura, que são radicalmente diferentes dos filmes de um ator que alcançou tal sucesso e disparou tais níveis de histeria dos fãs é esperado fazer. Ele agora é exatamente o protagonista do elenco do longa metragem de ficção científica da escritora e diretora francesa Claire Denis. High Life, coescrito pela britânica diretora de cinema e romancista, Zadie Smith. Patricia Arquette e Mia Goth já foram anunciadas como co-estrelas de Pattinson. Completamente tomada com os preparativos para o projeto, Claire Denis, no entanto, teve tempo entre os compromissos em Paris, Londres e Cologne, onde os estúdios de cinema estão localizados, para nos dizer como ela conheceu Robert Pattinson - uma longa e sinuosa estrada.

"Eu tinha um roteiro que era naturalmente em Inglês, porque a história se passa no espaço e, não sei por que, mas para mim, as pessoas falam Inglês - ou russo ou chinês - mas definitivamente não francês no espaço. Enquanto eu estava escrevendo o roteiro, eu tinha um rosto em mente: o ator Philip Seymour Hoffman. Ninguém nunca me fez sentir um tal sentimento de humanidade neles. Era algo tangível. Eu senti que eu poderia quase tocá-lo. E então ele morreu, de uma overdose maciça de várias drogas. Ele foi encontrado em casa sozinho com uma seringa em seu braço. Na época, eu pensei que eu nunca faria este filme... Na minha mente, eu tinha visto seu rosto, seu corpo, sua voz e seu ser enigmático. Hoffman era uma pessoa muito doente cuja súbita morte prematura era tão terrivelmente dolorosa para mim, eu pensava que o que eu tanto gostava nele era uma realidade emocional, espiritual que beirava o insustentável. Enquanto eu estava me sentindo completamente abatida, eu soube que Robert Pattinson tinha ouvido falar sobre o projeto e queria me conhecer. Eu tinha medo dele se decepcionar... Achei que talvez ele não estaria interessado em trabalhar no tipo de filmes que faço! Ele leu o roteiro e me disse que ele queria fazê-lo. Outra coisa que me impressionou, uma sensação de liberdade, um elemento de surpresa. Sua confiança em mim renovava a minha confiança no projeto."

"Robert tem o papel principal: um homem que está muito longe da terra. Um por um, os seus companheiros morrerem e ele sobrevive, talvez porque ele tem um lado monástico taciturno que o protege. Ele terá que tomar decisões que afetam outros, não apenas a si mesmo. Ele é um pouco como um cavaleiro da Távola Redonda projetada para um mundo de ficção científica. Eu Imagino ele secretamente confinado, de modo que mesmo quando ele está em um grupo, ele parece estar sozinho, e esta reserva ou desconfiança lhe dá uma habilidade, que os outros não têm, para suportar medo e dor. A primeira vez que encontrei Robert estava em Los Angeles. Ele estava em seu próprio território, e tão à vontade com o projeto que eu acabei esquecendo que ele era tão famoso. Quando vi Crepúsculo, eu gostei imediatamente, porque ele tem comovente carisma. É estranho, porém, porque seria difícil imaginar alguém mais diferente fisicamente de Philip Seymour Hoffman, mas Robert é muito enigmático, com uma presença poderosa. Ele emite uma aura que imediatamente faz você querer filmá-lo. Lembro-me de Beatrice Dalle me tocar quando ela descobriu que a atriz escolhida para fazer "I Can't Sleep" tinha decidido parar de fumar, oito dias antes que as filmagens estavam previstas para começar. Beatrice não era o personagem absolutamente, mas ela disse: "Se você quiser, eu vou." Ela instantaneamente se tornou a pessoa ideal para o filme e capturou minha imaginação. Foi tão forte que na primeira noite das filmagens, senti-me fraca, como se estivesse em choque, porque eu estava tão comovida ao vê-la. Espero que eu possa manter a cabeça fria no primeiro dia com Robert Pattinson."

Fonte | Via | Via | Via: Pattinson Daily