Pattinson Daily: National Geographic: The Lost City of Z celebra a aventura
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National Geographic: The Lost City of Z celebra a aventura

26 de março de 2017

A história verdadeira centra-se no explorador Col. Percival Fawcett, que passou sua vida à procura de uma misteriosa cidade na Amazônia.

O épico de aventura do escritor/diretor James Gray, The Lost City of Z, segue o explorador britânico Percy Fawcett (Charlie Hunnam) através de suas muitas viagens às selvas desconhecidas da Amazônia na primeira parte do século XX. Deixando sua esposa, Nina (Sienna Miller), para trás na Inglaterra, Fawcett e seu ajudante de campo, Henry Costin (Robert Pattinson), desaparecem em um mundo que poucos europeus já experimentaram para descobrir uma terra perdida que ninguém esperava.

Ao adaptar o livro de não-ficção mais vendido de David Grann do mesmo nome, Gray ficou fascinado pelo inextinguível espírito de aventura e exploração de Fawcett. "Aqui havia uma pessoa para quem a busca significava tudo", explica Gray. "Seu sonho de encontrar uma antiga civilização amazônica o sustentou através de dificuldades inimagináveis, o ceticismo da comunidade científica, traições surpreendentes e anos passados longe de sua família." As numerosas viagens de Fawcett à região abriram segredos infinitos sobre a flora e fauna amazônica, geografia e populações locais. Mas é o que aconteceu com ele durante sua última expedição em 1925 ao lado de seu filho, Jack (interpretado por Tom Holland), que permanece talvez seu maior mistério.

Filmando o filme na Colômbia, Gray e seu cinematógrafo, indicado para o Oscar, Darius Khondji, se esforçaram para recriar as maravilhas e sons que Fawcett experimentou na virada do século. Hoje se pode visitar a cidade boliviana de Cobija. Mas essa metrópole moderna está muito longe da terra sem lei que saudou Fawcett depois de uma escalada extenuante sobre uma passagem andina de 17.000 pés de altura em 1906. Pode-se até mesmo descer o Rio Verde na área de Mato Grosso no Brasil. Mas é quase impossível imaginar como tal viagem de rio foi sentida na virada do século, quando cada ruído sinalizava a existência de uma estranha nova criatura, ou talvez algo mais sinistro. Quando a Royal Geographical Society se aproximou de Fawcett para examinar o deserto entre a Bolívia e o Brasil, apontou para um mapa da América do Sul e disse: "Olhe para esta área. Está cheio de espaços em branco." O desejo de Fawcett de preencher esses espaços ressalta uma experiência emocional única, acarinhada por cada aventureiro, aquele momento inefável em que o mundo não mapeado e desconhecido se revela.

Tão misteriosa era a Amazônia na época em que muitos europeus acreditavam que tudo era possível, enquanto ao mesmo tempo se burlavam dos relatórios de campo reais. A comunidade científica zombou rotundamente de muitas das descobertas de Fawcett, incluindo sua crença de que fragmentos de cerâmica descobertos durante sua primeira viagem apontaram para um antigo império enterrado na selva. Ele passaria o resto de sua vida procurando por uma prova definitiva daquela cidade perdida.

No processo, ele descobriria muitos novos mundos. Durante a sua segunda viagem, a visão dos deslumbrantes montes de Ricardo Franco o encheu de um profundo sentimento de temor e humildade. "O tempo e o pé do homem não tinham tocado nesses cumes", escreveu em seu diário. "Eles ficaram como um mundo perdido, cobertos de florestas, e a imaginação não conseguia imaginar os últimos vestígios de uma era há muito desaparecida". Sua maravilhosa descrição da área inspirou o criador de Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle, a escrever seu romance The Lost World, sobre uma terra imaginária cheia de macacos e dinossauros no coração da Amazônia.

Ao trazer à tela a experiência de Fawcett, Gray precisava captar não só a beleza, mas também o perigo que havia em cada curva do rio. Além de cobras gigantes e morcegos vampiros, para não mencionar enxames de insetos e doenças incuráveis, Fawcett estava agudamente ciente da iminente violência representada pelas tribos indígenas. Os povos locais o advertiram de que "se aventurar no meio deles é pura loucura". Acreditando que os nativos, que haviam sido abusados durante décadas por plantações de borracha, eram basicamente pacíficos, Fawcett criou estratégias não violentas para desarmá-los. Em uma ocasião, ele enfrentou flechas com música, cantando músicas populares até que os moradores abaixaram seus arcos para ouvir. Com o tempo, Fawcett defendeu as tribos locais como sendo tão únicas e complexas como as selvas que eles ocupavam.

Hoje pode ser impossível recriar o surto de maravilha, emoção e perigo experimentado por Fawcett em sua exploração da Amazônia inexplorada. Em 1953, o London Geographical Journal proclamou: "Fawcett marcou o fim de uma era: quase se poderia chamá-lo o último dos exploradores individualistas." Embora o tempo de Fawcett tenha passado, todo explorador ainda pode saborear o espírito de aventura que o alimentou. O viajante não conhece aquela estranha emoção que se apoderou de Fawcett ao retornar à Inglaterra depois de sua primeira expedição: "Inexplicavelmente - surpreendentemente - eu sabia que amava aquele inferno. Sua habilidade diabólica me capturou e eu queria vê-lo de novo".